quarta-feira, 29 de junho de 2011

O PRIMEIRO NAMORADO (O ERRO)

Ao olhar o pôr-do-sol na Grande São Paulo, ela lembra, do que tinha planejado para a sua adolescência, para as suas férias quando tivesse “quase” 17 anos. Ela viajaria, sairia muito, e amaria. Iria ver o pôr-do-sol ao lado dele, porque era ele que ela amava, era ele que ela queria que estivesse ao teu lado. E agora onde ele estava? Estava com outra! Ela sabe que isto é apenas conseqüência das suas escolhas,  e não das deles, por isso ela sofria com a partida do amado. Ela sabia que ele não estava ta bem o quanto tinham planejado, mas estava bem, sentia isso ao vê-lo, sentia isso pelo que as pessoas contavam a ela, sem que se quer ela perguntasse, as pessoas lhe falavam dele, pois sabiam que ela sentia falta. Apenas em teu intimo, ela chorava pela grandiosa perca, foi tudo tão lindo o que viveram, e teria um desfecho tão grandioso, se ELA não tivesse cometido tamanho erro.
Porem ela sabe que ambos mudaram. Não tinha como negar isto, é o que todos lhe falavam, e era o que ela sentia. Ele era ou até mesmo é apaixonado por aquela menina bobinha, delicada, romântica, e ela não era mais isto, pelo menos, não só isto, ela já era uma mulher, sim uma mulher, a mulher que prometeu a ele que seria, a única diferença entre a prometida e a real, é que ela não era completa, porque sentia falta do amor, sim amor, o amor dele, a presença do mesmo, apenas isto lhe faltava. Ela sabe que conseguira viver com esta ausência, porque ela não o quer de volta. Ela não o quer de volta, pois com a perca dele que ela cresceu, com a perca dele que ela virou mulher, e o menino pelo qual ela era apaixonada não existe mais.
E assim ela segue em frente, sabendo que o perdeu, mas que estavam bem.

Só não queria dizer Adeus, (É que eu tinha tanto pra contar), Eu não queria Perder o que sempre foi meu. Pois não há alguém que possa te amar, pois não há alguém que possa nos salvar! Eu não queria Dizer Adeus!
(Porto Alegre – Fresno)

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