segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Diga (...)


Embriagada em meio ao álcool e as melhores (ou piores) dores que já senti. Há exatos 30 minutos atrás, eu vi o homem no qual era crente que passaria o resto de meus dias ao seu lado, o pai dos meus filhos, abandonar o nosso amor, nada concreto mas que foi transmitido totalmente pelos sentimentos que os regiam ainda.

Exatas três lágrimas escorrem por minha face: as duas primeiras pelo casal de filhos que tínhamos planejado, lindos filhos, que seriam fruto de um belíssimo e amado matrimônio. A ultima lágrima, essa por sua vez a mais doída, poderia até cita-la como " a lágrima de sangue", escorreu de meu rosto ao ver que tudo que tínhamos planejado foi jogado ao vento, como meros grãos de areia, ao presenciar quando meu amado viera falar que não nós ama como antes. Mas como não? Amor é amor, em qualquer circunstancia, em meio a qualquer dificuldade, sob qualquer tipologia ou estou repletamente enganada e me iludi cegamente ao decorrer destes anos todos?!

E em meio a turbilhões de sentimentos que me correm, me recompus. Retomei a postura, espelhada na mulher que sempre quis ser, entretanto a menina que esta em meu interior chora, geme aos pratos da dor da partida, essa que se dá aos poucos. Partida que lhe é ocasionada somente porque o ar de sua juventude tenha falado mais alto, em verdade este seria o ar de sua imaturidade.

E por fim cresce, ou somente aprende que cada ação tem uma reação e nem sempre as pessoas que mais amamos pensam igual a nós por simplesmente serem pessoas diferentes ou acreditam que nossas sinceras e pequeninas verdades!


 Então diga, que não vai sair da minha vida
Diga que não passa de mentiras

Quando dizem que o amor morreu ...
(Diga - Visconde)





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